


O maior problema da Cidade Universitária é o excesso de trânsito automóvel que a atravessa e o excesso de estacionamento que ali persiste nas zonas centrais. O que deveria ser um espaço de tranquilidade e harmonia, a convidar à reflexão e ao conhecimento, é uma espécie de arruamento sub-urbano com filas de trânsito intermináveis e um parque de estacionamento a fazer lembrar os hipermercados dos subúrbios.
O problema é de tal forma evidente que acabaram por ser feitas recentemente algumas alterações para reduzir o trânsito de atravessamento e o parque de estacionamento da zona frontal da Reitoria foi substituído por uma praça. Face à realidade existente tratou-se de uma evolução positiva, no entanto, a praça conjugada com os edificios - todos em pedra de tonalidade semelhante - conferem ao lugar uma atmosfera algo estéril. Talvez esta modificação faça parte de um plano gradual que terá como propósito de médio prazo retirar o trânsito deste local, o estrangulamento das vias sugere essa hipótese, de qualquer forma o problema de fundo persiste.
Defendo portanto que se deveria ir mais longe. Substituir as zonas asfaltadas por pavimento pedonal ou por calçada grossa. Retirar a parte significativa do estacionamento das zonas centrais e criar algum estacionamento nas zonas periféricas e promover a fusão da Alameda da Cidade Universitária com o Estádio Universitário e com o Jardim do Campo Grande dando origem a uma enorme mancha verde, muito mais adequada para a natureza e finalidade da instituição universitária. A construção de residências universitárias e de serviços básicos como supermercados podem ser um excelente complemento a esta transformação.