

1-Restrição do trânsito de atravessamento da Cidade Universitária – Os automóveis deixam de poder atravessar a cidade universitária excepto algumas situações previstas para a generalidade das zonas pedonais. O trânsito que atravessa a Cidade Universitária passa a fazer-se pela Av. das Forças Armadas. A restrição é garantida em alguns casos pela colocação de pilaretes retrácteis. O facto de se proibir o trânsito pela cidade universitária tornará mais fluído o cruzamento junto ao hospital de Santa Maria gerando um efeito de compensação. O cruzamento poderá até ser transformado em rotunda incrementando assim a fluidez do trânsito.
2-União das duas metades do Jardim do Campo Grande – As duas metades do Jardim do Campo Grande unem-se. O trânsito deixa de atravessar o Jardim. Os automóveis provenientes da Av. do Brasil com destino a Entrecampos deverão optar pela Av. Dos Estados Unidos. No entanto manter-se-á a faixa que permite contornar o jardim a norte e seguir para Entrecampos, que poderá ser utilizada nomeadamente pelos autocarros que neste momento atravessam o jardim.
3-Fusão da Alameda da Cidade Universitária com o Jardim do Campo Grande e com o Estádio Universitário:
-O túnel do Campo Grande no sentido norte-sul poderá ser prolongado, a começar 50 metros antes e a terminar 50 metros depois. Isto permitirá uma maior superfície de junção entre as duas áreas.
-Apenas se manterá uma via de acesso local a separar a Alameda da Universidade do jardim do Campo Grande. Esta via será em paralelos e com várias passagens de peões sobre-elevadas para não se constituir como alternativa ao túnel e manter uma frequência baixa de tráfego. Fundamentalmente servirá para acesso à Fac. de Ciências, ao Horto do Campo Grande, ao Parque Habitacional da Cidade Universitária e à própria alameda embora com muitas restrições.
-Retirar uma boa parte do muro do Estádio Universitário na Av. Prof Gama Pinto para intensificar a fusão com a Alameda Universitária. Com a fusão destes três espaços obtém-se uma enorme zona verde.
4-Vias públicas em duplo sentido sem saída - para acesso à Piscina e Hipódromo .
-A via que passa entre a Torre do Tombo e a Faculdade de Ciências passa a ser utilizada como acesso às piscinas. Os automóveis contudo não podem prosseguir pela Av. Gama Pinto pois assim a via iria ser procurada como alternativa à Av. das Forças Armadas. Apenas os Autocarros poderão prosseguir o caminho. A via deverá ser em paralelos e com passadeiras sobre-elevadas para manter velocidades baixas.
-Neste momento existem 4 vias, 2 em cada sentido, na Av. Prof. Gama Pinto. Para trânsito residual de acesso às piscinas e hipódromo bastará uma estrada com uma via em cada sentido. Como nos exemplos anteriores deverá ser feita com paralelos e passadeiras sobre-elevadas.
5-Pedonalização integral das vias interiores da Alameda da Cidade Universitária:
-O asfalto desaparece integralmente do centro da Alameda Universitária.
-Do jardim do Campo Grande começam duas vias pedonais, sugiro a utilização de laje cor-de-laranja de tonalidade clara, ladeadas de árvores para proteção do sol, mas com uma densidade arbórea média para manter a traça arquitectónica visível. Após passagem pela Reitoria ambas as vias pedonais flectem de forma arqueada. Esta opção tem dois objectivos, manter a simetria arquitectónica dos caminhos, adaptar melhor o caminho às necessidades dos transeuntes nomeadamente nos percursos F.Letras-Cantina e F.Ciências-Cantina. O cruzamento dos caminhos pretende ainda simbolizar o cruzamento das diferentes áreas do conhecimento.
-As vias laterais que se situam entre a Fac. de Letras e a Torre do Tombo e entre as Faculdades de Direito e Psicologia são transformadas da mesma forma.
Garante-se assim que os grandes fluxos pedonais circulam em segurança, protegidos do sol e dos automóveis, nomeadamente das faculdades de Letras, Direito, Ciências e Psicologia para o metropolitano e cantina.
-A zona que irá ficar sinalizada a laje cor-de-laranja será limitada por pilaretes retrácteis. As empresas de segurança que já prestam serviço na cidade universitária podem garantir a supervisão de acesso.
-A via pedonal poderá ter 4 a 5 metros de largura para que em situações excepcionais permita o trânsito de veículos. A largura da via irá também permitir que a utilização de bicicletas se faça sem grandes constrangimentos.
6-Afastamento do estacionamento para as zonas periféricas – Para garantir a qualidade do espaço central, quer em termos paisagísticos que em termos de mobilidade pedonal, é imprescindível afastar ou mesmo extinguir parte do estacionamento. Poderão ser conservados o parque da Fac. de Direito junto ao metro, que poderá servir os funcionários da Reitoria dada a sua visível sub-utilização. Do parque que acompanha toda a Av. Prof. Gama Pinto fará sentido conservar a parte junto à cantina. Algum estacionamento compensatório poderá ser criado junto à Torre do Tombo ou na estrada de acesso ás piscinas que passa junto à Faculdade de Ciências, em forma de espinha.
7-Criação de pequenos relevos no relvado com colocação de árvores e arbustos – O objectivo é criar zonas de alguma tranquilidade e privacidade ideais para repousar. As zonas poderão ficar na parte lateral do relvado central junto à Torre do Tombo e Fac. De Psicologia, mantendo a parte central plana.
8-Café envidraçado com espelho de água – Seria o corolário da transformação da Cidade Universitária. Um café todo envidraçado na zona central. Á frente um espelho de água rectangular. Trata-se da zona com vista mais desafogada, consegue-se ver a Av. do Brasil em toda a sua extensão.
9-Residência para estudantes – Aproveitando algum espaço livre entre a Faculdade de Letras e as piscinas poderia ser construída uma residência universitária. Tem espaços verdes, tranquilidade e boas vistas. Podem ser aproveitadas ou convertidas algumas instalações já existentes, como a antiga cavalariça, o Pavilhão Desportivo e até talvez o Pavilhão Novo dado que grande parte das salas de aula do edifício principal da Faculdade de Letras não estão totalmente aproveitadas. Nas traseiras do Pavilhão Novo existe também algum espaço disponível suficiente para a construção de novas instalações que tendo em vista a cota do terreno e as cérceas dos edifícios mais próximos não deveria exceder os dois ou três pisos. No planalto atrás da Faculdade de Direito poderia ser construída uma residência simétrica à da Faculdade de Letras reforçando a simetria bilateral do conjunto arquitectónico fundador. A conjunção de todas estas possibilidades pode assegurar uma capacidade de alojamento razoável.
Nesta circunstância dois serviços complementares seriam particularmente importantes:
-Um supermercado localizado por exemplo na estação de metro, ou imediações, que poderia beneficiar também do movimento do Hospital de Santa Maria.
-Uma carreira nocturna assegurada pela Carris a ligar a baixa da cidade (Cais do Sodré e Bairro Alto) e a Cidade Universitária como última paragem.